É tempo de Natal! Decorações, luzes, enfeites natalinos, comércio aquecido, promoções nas lojas, pedidos e desejos, mensagens, cartazes, recordações, lembranças de anos anteriores e pessoas que já não convivem mais no nosso meio, além, de festividades, trocas de presentes, pedidos, abraços e desejos de um FELIZ NATAL! Mas na origem filosófica e da história da humanidade, o que é o NATAL? Qual seu verdadeiro significado? Que reflexão devemos fazer? Qual a lição teríamos que aprender e seguir? Você, reflete no período natalino?

Seria o Natal, o momento de quebrarmos preconceitos? Romper paradigmas? Vacinarmos contra a exclusão social?

Nesta reflexão, não podemos medir esforços para abrir o cofre hermético da mente das pessoas, ainda que essa atitude coloque em atrito com outros pensamentos.

Para Jesus, seria o momento de colocar-se no lugar dos outros, pensar antes de reagir, recolher as “armas” e abraçar mais e julgar menos.

Neste particular, seria como não estudar apenas a sofisticada fronteira da construção de pensamentos, mas também o intricado processo de formação de pensadores.

De todos os pensadores que analisamos, nenhum foi mais reflexivo, surpreendente, inovador do que Jesus, e nenhum, segundo a história da filosofia, tão injustiçado, inclusive por centenas de milhões de pessoas que dizem segui-lo. Porquê? Porque, talvez, nunca estudaram seus comportamentos à luz da filosofia.

Pois, o Mestre dos Mestres, sofreu um estresse gigantesco não porque se curvou ao medo ou à preocupação neurótica com sua imagem social, mas porque se preparava para suportar o insuportável e de forma diferente de qualquer outro ser humano. Freud, assim como Jung e Adler, baniu da família psicanalítica quem contrariou suas ideias, porém, Jesus passou por estímulos dramaticamente mais potentes e se recusou a fugir deles.

Queria manter a serenidade nos vales da loucura, manter o equilíbrio quando caluniado, reagir com brandura quando esbofeteado, manter-se lúcido quando açoitado e, por mais inacreditável que pareça para a psiquiatria, a filosofia, a história, a ciência, poupar e até interceder em favor de seus torturadores quando crucificado esbravejou “Pai, perdoa-os porque eles não sabem o que fazem”.

Para finalizar, cito uma pequena história de um grande filósofo: Immanuel Kant, que foi tratado com críticas e acusações pelos colegas por conta do incômodo que suas ideias causavam aos radicais de seu tempo, porém, não se curvou diante das calúnias, não deixou de defender suas ideias, não foi infiel à sua consciência.

Neste sentido, precisamos nos libertarmos, refletirmos, analisarmos, não acreditarmos em tudo e em todos, no entanto, jamais julgarmos sem termos certeza dos fatos, nos interiorizarmos, valorizarmos o perdão, mapearmos nossos conflitos, conquistarmos o inconquistável.

Um Feliz Natal a todos e a todas e boas reflexões!

Professor Darlon

Professor Darlon

Educar é investir em um futuro melhor para a nossa sociedade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *