A importância dos colonos no sul do Brasil

O Brasil é um país com dimensões continentais, que durante sua história, dos pioneiros, os índios, até a chegada dos povos europeus, foi passando por transformações e objetivos distintos que vão da proteção do índio as suas terras aos interesses exploratórios de suas riquezas naturais.

A vastidão do território e o pouco interesse inicial por sua efetiva ocupação determinaram o estabelecimento de habitantes, certas atividades econômicas e algumas vias de comunicação apenas na costa litorânea, exigência momentânea da natureza de uma colonização inicial meramente protetora e que só posteriormente descoberta.

Entendemos que a análise da dimensão espacial do desenvolvimento do capitalismo brasileiro ajuda a lançar luz sobre a natureza de nosso padrão histórico de crescimento, com concentração brutal da terra, da riqueza, da renda e do poder.

Por colono se entende aquele que produz sua subsistência a partir do trabalho em pequeno lote agrícola e que mantinha certa autonomia em relação ao mercado em função do tipo de agricultura praticada.

Essa característica é típica do processo de colonização das diversas áreas rurais do sul. Seus objetivos eram superar a difícil realidade em que vivia na Europa, a possibilidade da terra significava dar o conforto a família, de formação de uma comunidade de fé junto a qual desenvolvia boa parte da sua vida social e, também, espaço da solidariedade no enfrentamento das dificuldades típicas desse tipo de colonização.

A vinda para América era a esperança de transformação social e novas oportunidades para a família. O camponês não procurou mudar a sociedade, mas somente mudou de sociedade, com o objetivo de reconstruir um novo núcleo social segundo o modelo daquele deixado na pátria.

Necessidade de adaptação às adversidades impostas pela natureza, com sua mata exuberante e com novas técnicas de produzir, além de lotes de terras com preços atrativos, estes motivos levaram a constituição de colônias alemãs no sul do Brasil, as pioneiras foram em São Leopoldo-RS e São Pedro de Alcântara-SC, e ainda, em Blumenau, Brusque, Jaraguá do Sul e Joinville.

Em 1975 surgiram as colônias italianas especialmente em Caxias, Bento Gonçalves, Antônio Prado, Encantado, Garibaldi, Guaporé e Silveira Martins. No Estado de Santa Catarina foram constituídas nas cidades de Tubarão, Urussanga e Criciúma, posteriormente a colonização das novas áreas agrícolas da Fronteira Sul.

No começo do século XX abriam-se as novas fronteiras agrícolas do atual Oeste de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná, regiões que foram colonizadas tendo como parâmetro o modelo implantado nas antigas colônias sulinas, através de incentivos do governo de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Aquela iniciativa levou a consolidação de uma sociedade camponesa, cuja base fundiária é a pequena propriedade e de policultura, trabalhada pela família do proprietário, outras comunidades de camponeses desenvolveu-se em meados do século XIX, nos estados do RS, SC, Paraná e parte de SP, ES e MS.

Como características semelhantes entre seus lotes podemos citar suas áreas de terra, que eram distribuídas entre 25 a 30 ha por lote, estas colonizações tiveram um papel significativo na economia de cada região onde foram constituídas e aceleraram o processo de desenvolvimento dos estados sulinos.

Professor Darlon

Professor Darlon

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