Holocausto na saúde pública

Considerando a crise mundial que atinge a humanidade, consequências da maior Pandemia patológica originada pelo COVID 19 ou CORONAVÍRUS, assistimos com perplexidade o aumento contínuo de vítimas e óbitos de pessoas acontecendo nos grandes centros urbanos, nas metrópoles e grandes cidades, onde concentram-se e aglomeram-se multidões, essa população, mais desassistida, necessita de um olhar mais atento dos poderes públicos e órgãos assistenciais, porque estão na margem da sociedade que sofre com a falta de investimentos em áreas essenciais para a população, como saúde e saneamento básico, porta principal de entrada das doenças, bactérias, vírus, epidemias e pandemias que assolam parte da castigada população brasileira.

Neste cenário sombrio, temos ruas vazias, comércio fechado, prejuízos e desemprego em massa, micro e pequenas empresas paradas, empresários, empreendedores, servidores e empregados assistem ao holocausto na saúde pública.

Neste momento, começamos a refletir sobre a história do Brasil, um país continental, com suas inesgotáveis riquezas de norte a sul, potencial econômico, fonte exuberante de arrecadação e recursos públicos suficientes para atender as necessidades básicas e elementares da população, assistências de direito previstas na carta magna, ou seja, a constituição de 1988.

Porém, passados alguns séculos da Independência da República Federativa do Brasil, nos deparamos com um surto de Pandemia onde temos que considerar e reconhecer que nosso sistema de saúde não comporta a demanda de atendimentos aos mais necessitados cidadãos e cidadãs, e ainda, o sistema de saúde entrará fatalmente em colapso.

Além de tudo, devido ao insuficiente número de hospitais, postos de saúde ou unidades de pronto atendimento, além do moderado quantitativo de profissionais da saúde como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais especializados, bem como, falta de vagas em UTIs hospitalares, quartos e leitos que ofereçam um atendimento digno, também escassa aparelhagem e materiais para abastecer os sistemas de saúde nos estados e nos municípios.

Neste momento questionamos, como podemos aceitar a corrupção que historicamente saqueou os cofres públicos? Como defender políticos que foram omissos ou levaram vantagens com as propinas pagas por serviços prestados em órgãos públicos? Como defender algumas áreas mais privilegiadas em detrimento ao holocausto e o limitado investimento em saúde e saneamento básico?

Diante dessa realidade, e no momento em que mais precisamos de assistência na área da saúde à população, frente aos cuidados e prevenção, não somente no combate ao Coronavírus, mas no atendimento em geral, percebemos o quanto fomos roubados, e infelizmente, perdemos a oportunidade de termos no Brasil, um sistema de saúde modelo ao mundo, capaz de atender com dignidade todo e qualquer cidadão brasileiro.

Professor Darlon

Professor Darlon

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