Reflexos da exploração de terras desde os tempos do Brasil – Colônia

Queimadas, Poluição, Desmatamentos, Conflitos Armados, Negligências, Consumo Econômico, Riquezas e Poder

Nos escritos de Gilberto Freyre (2012, p.105), em sua obra “Sobrados e Mucambos” já relatava:

“Com a chegada de D. João VI ao Rio de Janeiro, o patriciado rural que se consolidara nas casas-grandes de engenho e de fazendas – as mulheres, fazendo doce, os homens muito anchos dos seus títulos e privilégios de sargento-mor e capitão, de seus púcaros, de suas esporas e dos seus punhais de prata, de alguma colcha da índia guardada na arca, dos muitos filhos legítimos e naturais espalhados pela casa e pela senzala – começou a perder a majestade dos tempos coloniais. Majestade que a descoberta das minas já vinha comprometendo. Crescera desde então o interesse da Coroa pela sua Colônia. O Brasil deixara de ser a terra de pau-de-tinta tratada um tanto de resto por el-Rei, para tornar-se a melhor colônia de Portugal – sobretudo do Portugal beato e pomposo de D. João V – e por isso mesmo a mais profundamente explorada, a vigiada com maior ciúme, a governada com mais rigor”.

 Logo, há muito tempo já entendíamos que assegurar o crescimento é o propósito do desenvolvimento, com base na premissa de que o crescimento econômico gera efeitos positivos que eventualmente garantem maior bem-estar para todos. Entretanto, padrões insustentáveis de produção e consumo apontam para contradições fundamentais em um modelo dominante de desenvolvimento centrado no crescimento econômico.

Assim, em consequência de um crescimento desenfreado e da imensurável exploração de áreas naturais, a mudança climática tem produzido um aumento de catástrofes naturais, que ameaçam particularmente os países pobres.

No tocante aos desastres ambientais, a sustentabilidade tornou-se uma preocupação central de desenvolvimento, em função da mudança climática, da degradação de recursos naturais vitais, como a água, e da perda de biodiversidade.

No que concerne a redução dos recursos naturais, na última parte do século XX (1960 – 2000), o consumo de água duplicou, a produção e o consumo de alimentos aumentaram 2,5 vezes e o consumo de madeira triplicou. Todos esses aumentos foram impulsionados pelo crescimento demográfico. A população mundial praticamente triplicou no final do século XX, passando de cerca de 2,5 bilhões, em 1950, a mais de 8 bilhões em 2016, esperando-se que chegue a 8,6 bilhões em 2025.

À medida que, até 2030, a demanda por alimentos terá um aumento de pelo menos 35%, a demanda por água 40% e a demanda por energia 50%.

Além disso, pela primeira vez, mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas. Até 2050, esse valor subirá para dois terços, ou mais de 6 bilhões de pessoas.

Nesse momento, estima-se que 80% da população urbana do planeta estará concentrada em cidades dos países do Sul Global.

Portanto, o crescimento da população urbana, combinado com a expansão de estilos de vida e padrões de produção e consumo da classe média, tem um impacto negativo sobre o meio ambiente e a mudança climática, e também aumentam o risco de catástrofes naturais em todo o mundo.

Similar aos impactos ambientais, esses problemas são uma grave ameaça à vida, aos meios de vida e à saúde pública em todo o mundo.

Desta forma, a urbanização não planejada ou mal planejada é cada vez mais vulnerável a calamidades naturais e a condições climáticas extremas. A taxa sem precedentes de expansão urbana, estabelece tendências sociais, políticas, culturais e ambientais mundiais; consequentemente, a urbanização sustentável tornou-se um dos desafios mais prementes que a comunidade global deve enfrentar no século XXI.

Professor Darlon

Professor Darlon

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