Revolução farroupilha (1835 – 1845) – A guerra chega ao fim

Após 10 anos de combates sangrentos entre farrapos e imperiais, no período de 1835 a 1845, a República Rio-grandense liderada pelo General Bento Gonçalves reintegra-se novamente ao território brasileiro.

O último combate da Guerra dos Farrapos ocorreu em território uruguaio. Em 29 de dezembro de 1844, uma força imperial comandada pelo coronel Vasco Alves Pereira derrotou a tropa do também coronel Bernardino Pinto (farroupilha), ferido e aprisionado junto ao Rio Cuaró, afluente da margem esquerda do Rio Quaraí.

Começam os primeiros contatos do Duque de Caxias (Império) com emissários farrapos, Dionísio Amaro da Silveira, em nome de Bento Gonçalves foi encarregado de iniciar uma aproximação entre republicanos e imperialistas.

No dia 25 de fevereiro de 1845, farrapos e imperialistas se reuniram no acampamento da Carolina, em Ponche Verde, região do atual município de Dom Pedrito, para decretar a pacificação da província.

Eram doze as cláusulas reivindicadas pelos farrapos para a pacificação, que foram lidas por Vicente da Fontoura. Naquele momento, estavam assegurados os direitos civis, anistia geral para todos os envolvidos, liberdade para os escravos, postos militares mantidos para os que quisessem pertencer ao exército imperial, bens e propriedades respeitados, além da garantia de indenizações por perdas durante a guerra.

A República Rio-grandense deixa de existir, o ideal de independência estava adiado, porém, as 12 cláusulas foram acatadas, juntamente com as reivindicações justamente aclamadas pelos farroupilhas.

Em 28 de fevereiro de 1845, após à divulgação do manifesto redigido por David Canabarro do acordo de paz, o Barão de Caxias também lançou uma conclamação, confirmando a pacificação da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul:

“Rio-grandenses! É sem dúvida para mim de inexplicável prazer o ter de anunciar-vos que a guerra civil, que por mais de nove anos devastou esta bela província, está terminada.

Os irmãos contra quem combatíamos estão hoje congratulados conosco e já obedecem ao legítimo governo do império brasileiro.

Sua majestade, o imperador, ordena por decreto de 18 de dezembro de 1844 o esquecimento do passado e mui positivamente recomenda no mesmo decreto que tais brasileiros não sejam judicialmente nem por qualquer outra maneira perseguidos ou inquietados pelos atos que tenham sido praticados durante o tempo de revolução. Essa magnânima deliberação do monarca brasileiro há de ser religiosamente cumprida, eu prometo sob minha palavra de honra.

Uma só vontade nos una, rio-grandenses! Maldição eterna a quem ousar recordar-se das nossas dissensões passadas. União e tranquilidade sejam de hoje em diante nossa divisa. Viva a religião! Viva o imperador constitucional e defensor perpétuo do Brasil! Viva a integridade do Império” concluiu Duque de Caxias.

Professor Darlon

Professor Darlon

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